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Alerta de chuva e ventos fortes inclui Conde, Pitimbu e outras 106 cidades da Paraíba

Aviso do Inmet vale até 23h59 desta quinta-feira (23) e inclui municípios do Litoral Sul, do Agreste, do Brejo e do Cariri paraibano.

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Orla de Tambaú e Cabo Branco, em João Pessoa, sob nuvens escuras, chuva e vento, ilustrando alerta meteorológico na Paraíba

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Alerta de chuva e ventos fortes inclui Conde, Pitimbu e outras 106 cidades da Paraíba

Aviso amarelo do Inmet vale até 23h59 desta quinta-feira (23) e aponta possibilidade de chuva intensa, rajadas de vento e transtornos pontuais em diferentes regiões do estado.

Atualizado em 23 de julho de 2026, às 10h.

Atenção ao horário: o aviso citado nesta matéria começou à 0h e termina às 23h59 de quinta-feira, 23 de julho de 2026. Alertas podem ser renovados ou encerrados antes; por isso, vale conferir os canais oficiais ao longo do dia.

Quem mora no Litoral Sul da Paraíba deve ficar atento à mudança do tempo nesta quinta-feira (23). O Instituto Nacional de Meteorologia colocou Conde, Pitimbu, Alhandra e Caaporã, além de outros 104 municípios paraibanos, na área de um alerta amarelo para chuvas intensas. João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Guarabira e várias cidades do Brejo, Agreste e Cariri também aparecem na relação.

O aviso não significa que choverá com a mesma força, ao mesmo tempo, em todos esses lugares. Ele sinaliza que a atmosfera oferece condições para episódios localizados mais intensos dentro da área indicada. Em alguns pontos, a chuva pode variar entre 20 e 30 milímetros por hora ou chegar a 50 milímetros ao longo do dia, acompanhada por ventos de 40 a 60 km/h.

Infográfico com os números do alerta amarelo de chuvas na Paraíba
O aviso alcança 108 municípios e é classificado como perigo potencial. Arte: Maré Sul PB. Dados: Inmet.

O que o alerta amarelo realmente quer dizer

No sistema de avisos do Inmet, a cor amarela corresponde a perigo potencial. É o primeiro dos três níveis de atenção — antes do laranja, que representa perigo, e do vermelho, reservado para situações de grande perigo. Embora o risco de ocorrências graves seja considerado baixo no nível amarelo, ainda existe possibilidade de alagamentos pontuais, queda de galhos, descargas elétricas e interrupção no fornecimento de energia.

Na prática, é um aviso para reorganizar a rotina, não um motivo para pânico. Quem precisa sair deve observar o céu, evitar trajetos que costumam acumular água e acompanhar as atualizações. Pequenas decisões, como não estacionar debaixo de árvores ou próximo a placas de propaganda, reduzem bastante a exposição durante uma rajada mais forte.

Por que a AESA fala em chuva fraca e o Inmet em chuva intensa?

Os dois comunicados podem parecer diferentes à primeira vista, mas não se anulam. A previsão diária da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba indica um cenário predominante de chuvas fracas e ocasionais no Litoral, no Brejo e no Agreste. Para o Litoral, a AESA aponta temperatura máxima de 29°C e mínima de 22°C.

Já o alerta do Inmet trabalha com a possibilidade de um evento adverso dentro de uma área ampla. Em outras palavras: o dia pode ter chuva passageira na maior parte do tempo e, ainda assim, um núcleo mais carregado provocar uma pancada forte em determinada cidade ou bairro. Essa natureza localizada explica por que duas comunidades próximas podem registrar volumes bastante diferentes.

Infográfico explicando a diferença entre a previsão da AESA e o alerta do Inmet
A previsão descreve o comportamento mais provável do dia; o alerta destaca um risco que pode aparecer de forma localizada. Arte: Maré Sul PB. Fontes: AESA e Inmet.

Conde, Jacumã e Pitimbu estão dentro da área de atenção

Para os moradores de Jacumã, a inclusão aparece oficialmente pelo município de Conde. O mesmo aviso abrange Pitimbu, Alhandra e Caaporã, formando uma faixa importante do Litoral Sul paraibano. Nessa região, a combinação de chuva rápida, vento e drenagem sobrecarregada pode criar bolsões de água em ruas baixas, acessos a praias e trechos de rodovias.

Quem trabalha com turismo, transporte, pesca, comércio de praia ou atividades ao ar livre deve acompanhar o tempo com atenção redobrada. Em caso de mar agitado, rajadas ou redução de visibilidade, a decisão mais segura é adiar deslocamentos e evitar áreas expostas. O alerta trata de chuva e vento sobre o continente; condições do mar devem ser conferidas em boletins marítimos próprios.

Também é prudente recolher objetos leves de varandas e quintais, verificar calhas e ralos sem se expor à chuva e manter celulares carregados. Para famílias que vivem em áreas historicamente sujeitas a alagamento, o melhor momento para organizar documentos, medicamentos e itens essenciais é antes de a água começar a subir.

Veja os 108 municípios incluídos no aviso

A relação abaixo reproduz os nomes dos municípios alcançados pelo alerta amarelo divulgado para esta quinta-feira. A presença na lista indica que alguma parte do território municipal está dentro da área de risco traçada pelo Inmet.

  1. Alagoa Grande
  2. Alagoa Nova
  3. Alagoinha
  4. Alcantil
  5. Algodão de Jandaíra
  6. Alhandra
  7. Araçagi
  8. Arara
  9. Araruna
  10. Areia
  11. Areial
  12. Aroeiras
  13. Baía da Traição
  14. Bananeiras
  15. Barra de Santana
  16. Barra de Santa Rosa
  17. Barra de São Miguel
  18. Bayeux
  19. Belém
  20. Boa Vista
  21. Boqueirão
  22. Borborema
  23. Caaporã
  24. Cabaceiras
  25. Cabedelo
  26. Cacimba de Dentro
  27. Caiçara
  28. Caldas Brandão
  29. Campina Grande
  30. Capim
  31. Caraúbas
  32. Casserengue
  33. Caturité
  34. Conde
  35. Congo
  36. Cruz do Espírito Santo
  37. Cubati
  38. Cuité
  39. Cuité de Mamanguape
  40. Cuitegi
  41. Curral de Cima
  42. Damião
  43. Dona Inês
  44. Duas Estradas
  45. Esperança
  46. Fagundes
  47. Gado Bravo
  48. Guarabira
  49. Gurinhém
  50. Gurjão
  51. Ingá
  52. Itabaiana
  53. Itapororoca
  54. Itatuba
  55. Jacaraú
  56. João Pessoa
  57. Juarez Távora
  58. Juripiranga
  59. Lagoa de Dentro
  60. Lagoa Seca
  61. Logradouro
  62. Lucena
  63. Mamanguape
  64. Marcação
  65. Mari
  66. Massaranduba
  67. Mataraca
  68. Matinhas
  69. Mogeiro
  70. Montadas
  71. Mulungu
  72. Natuba
  73. Olivedos
  74. Pedras de Fogo
  75. Pedro Régis
  76. Pilar
  77. Pilões
  78. Pilõezinhos
  79. Pirpirituba
  80. Pitimbu
  81. Pocinhos
  82. Puxinanã
  83. Queimadas
  84. Remígio
  85. Riachão
  86. Riachão do Bacamarte
  87. Riachão do Poço
  88. Riacho de Santo Antônio
  89. Rio Tinto
  90. Salgado de São Félix
  91. Santa Cecília
  92. Santa Rita
  93. São Domingos do Cariri
  94. São João do Cariri
  95. São José dos Ramos
  96. São Miguel de Taipu
  97. São Sebastião de Lagoa de Roça
  98. Sapé
  99. Serra da Raiz
  100. Serra Redonda
  101. Serraria
  102. Sertãozinho
  103. Sobrado
  104. Solânea
  105. Soledade
  106. Sossêgo
  107. Tacima
  108. Umbuzeiro

Cuidados simples antes e durante a chuva

As recomendações do Inmet são diretas: durante rajadas de vento, não procure abrigo debaixo de árvores; não estacione veículos perto de torres de transmissão ou placas de propaganda; e evite usar equipamentos eletrônicos conectados à tomada durante tempestades. Se houver água entrando no imóvel, não toque em tomadas, fios ou aparelhos molhados.

Pessoa desligando uma extensão da tomada enquanto chove do lado de fora
Desconectar aparelhos com antecedência e manter itens essenciais carregados ajuda a enfrentar oscilações de energia. Imagem ilustrativa produzida para o Maré Sul PB com apoio de inteligência artificial.
  • Na rua: não atravesse trechos alagados a pé, de moto ou de carro; a profundidade e a força da correnteza podem enganar.
  • No trânsito: reduza a velocidade, aumente a distância do veículo da frente e pare em local seguro se a visibilidade cair muito.
  • Em casa: retire objetos soltos de áreas externas, mantenha ralos livres e evite mexer na instalação elétrica durante a tempestade.
  • Em área de risco: observe rachaduras, inclinação de árvores ou postes, movimentação de terra e subida rápida da água.
  • Com crianças e idosos: organize remédios, água, documentos e contatos de emergência em um ponto de fácil acesso.

Se a rua estiver alagada, não tente “testar” a passagem. Além do risco de correnteza, tampas de bueiro podem ter se deslocado e a água pode esconder buracos, fios ou objetos cortantes. Em encostas, sinais como trincas novas no solo, portas que deixam de fechar ou pequenos deslizamentos exigem saída imediata para um lugar seguro e comunicação às autoridades.

Onde acompanhar as atualizações

Como os avisos meteorológicos podem mudar ao longo do dia, a melhor referência é a consulta direta ao painel de avisos do Inmet. A previsão da AESA ajuda a entender o cenário específico das regiões paraibanas.

Em uma situação de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Esses números devem ser usados quando houver risco real à integridade das pessoas, como alagamento com moradores ilhados, queda de árvore, ameaça de deslizamento ou estrutura comprometida.

O aviso atual termina às 23h59, mas isso não impede uma renovação. Por isso, mesmo que a chuva enfraqueça em determinado momento, vale manter a atenção até o fim da vigência e conferir os boletins antes de planejar atividades na manhã seguinte.

Fontes consultadas: Inmet — previsão para 23 e 24 de julho; Inmet — avisos meteorológicos; AESA — previsão do tempo na Paraíba; Jornal da Paraíba — relação de municípios; e ClickPB — notícia de referência.   
Félix Ferrari
Sobre o autor

Félix Ferrari

Integrante da equipe editorial do Maré Sul PB.

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